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Hoje

Manhã


Leve caricia, não contem vida, a mão desliza e um beijo estala no ar – pensando no fim - me recolho, e parto para a escuridão da cidade, não é culpa dela, não e culpa minha, não sei o que posso fazer, sonhar perdeu o encanto – o que digo de viver - respiro pela necessidade, não pela vontade, um canto, um conto e o inferno respinga em todo pensamento.

Caminhar é desconhecer o restante, construções, asfalto e pessoas, passam rapidamente, não há vontade de parar , continuo a romper breves imagens, despedaçar para ninguém ouvir – um desconhecido passou.

A casa lotou, pessoas no banheiro, na cozinha e por fora - eu tentando ficar dentro –

Poderia, sugestionar e criar um novo ambiente – ela prepara o almoço - passo despercebido, ela, seus pensamentos – ótima conversa.

Arte, criação, literatura, drogas? Aquilo faz que sentir bem não é representando – atrás da porta do quarto – é vivido, perco e recomponho rapidamente, poucos momentos de pureza, passos cercam a casa. Abaixo a urgência, ficarão até a longa tarde, depravam minha casa, não a nulidade, é minha (posso ter esse momento) mas os metros quadrados pertencem a outra linhagem.

O copo com bebida, brindou o chão, todos gritaram, - breve excitação da monotonia deles - todos os pensamentos se voltam para o vidro dormente no chão, causa e efeito digna de estardalhaço, quantos pedaços pelo chão? Infindáveis!

Tarde


Embarquei na tarde, senti esmurrar a todos.Cuspi e quebrei todos os pratos, tranqüilidade não há, falta de pensamentos é constante para eles, entregues a rituais “estilo de vida” – justificar aos prantos - uma religião corrupta indecente, se fosse possível ouvir a minha mente, reverbando com um programa de televisão – entenderiam?

Me perguntaram

O que faz ai?

Busco o que me fez bem, não é esse momento, passa muito longe do agora, mas transgrido ao ponto que fiz por mim o necessário ate chegar aqui. O ponto de acordar , de saber e crer, que toda vida resume-se em poucas linhas. Sou passageiro do caos, embarco e sou levado até conseguir saltar para longe. Para se apegar a mim e levar meu colo até o próximo encontro. Passa muito longe daqui, se buscam o seu, eu prego o eu, nesse momento carregado de excessos – porque me calo - não quero levar a todos isso, outros conseguem sair ileso de si próprio, é uma benção, saúdo ainda é possível transgredir ao ponto de não sentir a si mesmo. Guio o levante ao encontro da minha propriedade, meus tormentos, minha ilusões, minhas agressões, meu espaço dentro do espaço, não agrido o seu, essa nulidade de viver é tudo que me mantém aqui dentro do seu espaço - agora nosso espaço.

Noite


O final esta distante, não reprimo mais nada, todo sentimento é bem vindo – a faca e o ópio - valores que não corrompem, enriquecem cada pensamento. Os danos são reversíveis, sou eternamente jovem, embarco nos meios mastros, sou levado aos cais, às vezes passo por tempestade, outras sou levado na brisa, sempre chego na terra pisoteada e dilacerada – algo no que acreditar.

Cadê meu veneno – na tragado do cigarro - entro em contradição ou me encontro?

Narrei a historia do dia 22/04/11

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