Final
Coloquei tudo em jogo para a cidade escura calar. Não reverbou, não se opõs a frente - tem medo - fiz o necessário para aprisionar a falsa tranqüilidade. A noite toda a voz – grita medo – supõe ela com a porta fechada.
Encontraram a artilharia necessária em meias verdades e copos rasos, cada gota não quer nada, companhia basta – absurdamente – as gavetas arrumadas propõem algo. Calado, passei a porta – ar gelado – batom na cama e carreiras gastas. Ela correu para o banheiro sem sorrir – a pensar – sentei, com luz baixa, clima gelado e muitos sonhos no travesseiro.
Ela não falou, mas eu senti, não era sobre de mim, eles ou da cidade – estrangeira – era absurda, carregava muitos consigo, mas tinha pouco, viu tudo e todos, não era acomodada - perdida - em outro pais. O banheiro chorou aquela noite.
Era diferente, não precisava provocar, podia mas sempre negava, conquistar essa era a dela. Carregava todos durante a noite, vivia no ar, solta, uma nuvem com a cabeça despedaçada – seu caos – nunca interrompa, organize e pise, o chão toma a forma que queremos – seu sorriso - preso na face tornando clara a distancia do corpo. A mente e palavras certas no momento exato, mas não era ela. Era conquistada por si.
Na ultima semana, a musica não tocava mais, os acordes estavam soltos, a pulsação diminui e o coração bateu – tentou esconder – mas respirar entrega – estava viva – infelizmente, voltou a fazer parte das tolices – massacre – ela não quis, não havia poço, andou no labirinto, saídas mostraram a certeza de passos falsos. Não havia alguém capaz de apontar a luz da saída, apontavam engano e a prudência que todos combatiam - apenas ela estava lá.
Cheguei tarde – aceso – passei dias a pensar com ela, soube a parte que faltava, mas explicar estava fora do meu alcance, quem além dela não se enganava? Seria tolo afirmar que acreditava em tudo , estava preso a, externamente perdido e internamente movimentado, sabia sentir, mas a obrigação era ocupar o quarto gelado. Não ousei interpretar e sentir – assim você cai - a mente acredita e o resto engana – aprendi com o seu olhar – o sorriso enganador - olhos não mentem apenas sentem.
Não houve ultimo olhar, sei que ela preparou tudo há muito tempo. Ela não poderia contar o que eu não poderia acreditar – ela preferiu sentir – até o ultimo instante. Eu sabia que deveria dar meia volta e partir, sabia que não deveria acreditar, mas não posso combater – o sentir – Ela foi capaz de sentir o que todos gostariam. Ela partiu, eu fiquei como antes, no quarto gelado.
Ela teve overdose da vida.
25/04/11
Primeira noite
Sem rumo, os amigos estavam distante, afogados entre vários pontos. Fui alcançar a mão, breve perda do individualismo na cidade erguida à força.
- Bem vindo, novamente!
Entrei, a casa infestada, todos conhecidos, mas havia uma presença nova, diferente. Dobrou o tempo, engoliu e deteve a chave – era ela – não a conhecia. Pareceu perdida no meio criado por ela, musica suave e vozes baixas – boca a falar - a mente descobria a rotina de todos – a dela.
Entregue – olhos queimados – ouvindo, sentia sua mente agir, instantânea. Tudo era dela, descrevia impunemente o que havia – contemporâneo - era dela – inumano – era dela.
Nada mais foi meu naquela noite, tudo era dela. O arranjo entre o cabelo preto, sua coroa de espinhos. Soube a seu respeito mas como tirar conclusões da verdade justificada, composta e sorridente, fui ela, senti ela. Sua fuga começava, a imensidão – sentimento oceânico – blindado para os outros, foi o espelho que quis ver.
Suas pausas breves – carreiras gastas – nesse momento estava entregue a tristeza e possuída. Despedaçou a ignorância, o urro e o instinto animal, rompeu entregando toda a verdade, exata, como a ciência. Toda a sua descoberta carregada de falhas, acertar e errar produziam a mesma intensidade, a moral composta pelo individuo é a única que varia.Ela não era uma, era o individuo exato da ciência correta do seu tempo - tempo datado - irão buscar o novo – mais prazer - o prazer gasto, deve acordar outro lado.
Adormeci.
Acordei – ela havia partido.
27/04/11
Segunda noite
Ofensa - mau intérprete – sem chamas, o sol não brilho, queria – noite – todos chegaram.
Poucas palavras, telefone mudo, não havia visto ela. Escapou cansada, a barbárie cessou instantaneamente – será possível – partiu cedo, venceu a cidade. O brilho cessou, não importava, tudo deve ser como sempre, prazer sequelado interrompido. Ela não temia.
Conversa muda, o canto respira, espectadores da arquitetura dos sentimentos. A cidade serviu o propósito, alimenta a destruição gerando culto ao prazer, fraqueza é pensar – o sistema funciona – gritava, - a mente é capaz – germinou o cômodo.
Sua possibilidade não devia ser esgotada, era a noite, tomou posse na entrada. Sem saída, manipulava. Foi levada a conduzir e resistir a própia criação?
Carregava a alma pesada, era notada, observada – não analise – entregava a sombra negra, a boca cansando – o nariz branco – o que foi aquilo.
Continuavam chegando, grupos abraçando prazer. Não prestava atenção, sua entrada seria triunfal, um alivio nesse inferno. Acordaria no momento exato, abandonando a preservação da claridade. Chegaria sem pecados, seria exata, iria alimentar o tédio, compondo suavemente o velório.
O transtorno, esperei, preparei a noite, estava – aceso – nada mais útil, precisava realmente ouvir a canção infernal e ser enfeitiçado até a manhã. Levantar para tornar possível mais um dia, mas dependia de algo. Ela liberou sentimentos incontrolados, ela, estava infectado. Tudo estava exatamente como antes. Aonde foi.
29/04/11
Terceira Noite
Tempo acumula. Bula sem remédio, calmante, não funciona. Larguei, abracei, faz tempo, havia necessidade de fuga.
Difícil é o vicio – viver – é o sacrifício. Há dois dias que rastejei, não ouvia passos, rua cansada – vagabundos iluminados – pensei sobre a dependência dos outros. Brincam com a realidade, caminham sobre manchas – o uivo – trabalhador beat, maquina fotográfica de tinta – Easy Rider – publicidade, bem que poderiam ser um filme com a chapada dos Guimarães. Ela entenderia.
Ao lado, o cômodo escuro grita, livre-me daqui, carregue luz e vento. Um esboço, o nariz branco –ela- enfim sós. Levantou procurando – Quem? Quê? Algo?
O peito explodiu – malditos – não sabem aonde estão, brincam de perder, meio termo, impossível, ainda não se culpam, se atrevem a tocar deus e brincar, continuam ilesos, brincar, rir, chorar, apenas ela machucava. Eu temia
A luz acendeu, o cenário mudou, presos, no pequeno cômodo – é a policia – todos quietos, luz apagada, ouvia seu suspiro ao meu lado, mantinha um ritmo, diria heróico por seu estado – estaria dormindo – ouço um suspiro mais profundo, coberto de tédio. Lá fora todos gritavam, seria paranóia coletiva, a musica cessou e tudo ficou quieto, a porta era um quadro, poucos sabiam, os policiais, nunca imaginariam.
O vestígio da escuridão e do medo repercutiam em todos, quem ousaria falar algo, se estivem nos esperando lá fora com armas e socos, seriamos enlatados e jogados em celas, atravessaríamos mutilados alguns anos, voltaríamos esquecidos e desumanizados para os mesmos cantos escuros de sempre.
Hora passam, o silencio assustava, estaria acordada, sua respiração continuava, emitia ar, na escuridão o medo vem à tona, a solidão é evidente, sem abraços a noite consome, suga a vida que engana, o prazer morre, pensar cansa, é o sentido e dormir, esquecer para acordar pela manhã, para manipular a medida que o passo amigo cobre, estamos juntos – ideologia- quis dormir, o que havia no chão, quando entrei não havia prestado atenção, poderia estar imundo, seringas, vomito, ratos, o corpo venceu a mente, adormeci.
Amanheceu. Casa vazia, nada quebrado, tudo no devido lugar, após uma festa, seria paranóia, um ilusão ou seria – ela – agindo entre o inatingível e o absurdo, olho para fora, sol, calor e movimento, peguei a rua, andei no quarteirão e subi no ônibus.
Da próxima, fico longe dela.
02/04/11
Quarta Noite
- Segue reto
- Cuidado , olha o sinal!
O carro seguia, a frente vários buracos no asfalto e luzes fracas dos prédios. Era madrugada de quarta feira, dois dias antes da sexta, significa que as ruas estão vazias, tomada pela rotina da cidade. Alguns “noias” estavam na rua, - atrás de pedra – olhos vidrados me encarando dentro do carro.
- Vira a direita
- Não, segue reto, e vira no próximo quarteirão
A frente um posto vinte quatro horas.
- Para! Vou comprar cigarro
Os ocupantes estavam oscilado entre o cansaço é a euforia de ir em busca dela. Ninguém sabia ao certo aonde era sua casa. Na noite passada, o telefone tocou e sua voz falou rapidamente um endereço na periferia, quando fui perguntar a ligação caiu, - ela sumiu – estava claro, tinha que ver, guardei o endereço no bolso da calça para conseguir o carro e alguns amigos. Partimos para bem ou mal. Um encontro.
- Tem certeza que é aqui?
- Claro, estamos chegando
Nunca estive naquela parte da cidade, tentei ligar para o numero dela, mas não chamava. O bilhete no bolso estava amassado e as letras negligentes, estava – acesso – confiei na cabeça e esqueci o que deveria ser feito, lembrei de anotar o endereço no fim da noite, tentei resgatar palavra por palavra. Lembrei o máximo que pude, lembrei da rua – a porta é azul – pareceu aceitável na ocasião, mas qual o tamanho da rua e quantas portas azuis haviam naquele lugar?
- Pronto, essa é a rua, qual é o numero da casa?
- Siga reto
- Porra! Eu to falando do numero
- Eu sei, é so ir reto
- Se não me disser o numero agora, dou meia volta e vou embora
- Calaboca! Eu sei aonde é a casa
- Você já veio aqui? Duvido?
- Não, mas eu sei que é só andar mais um pouco
- Você, esta afetado, quem mesmo te ligou?
- Foi ela, já falei
- Ela quem?
- Não sei o nome, mas é aquela garota nova que esta nas festas!
- Qual?
Ele citou todos os nomes possíveis de garotas, todas que eu conhecia, e todas as que ele conhecia, mas nenhum nome tinha significado,eram letras, vazios letrados, sussurros reverbando dentro do carro, quanto mais ele discutia e gritava, vomitando ameaças, eu lembrava das noites passadas, do tempo que fui vivo, a realidade toda era uma fuga, viver em função de algo, acreditar que é importante, peças da camada social.
Senti a porta bater – ele foi fumar – faço o mesmo.
Apontei para a direita
- Eu falei, aqui esta a porta azul
05/05/11
Porta Azul
O cidadão médio, ser que não consegue aproveitar a tristeza e a desilusão do mundo, pó, vamos cheirar, bebida desce e toda preocupação some,nem mais um dia. Todo aquele momento, saindo para a luz à situação muda, pré-programado, enfeitiçado pela comodidade, capaz de muito, claro com doses homeopáticas de pensamento.
Estavam todos atrás da porta azul. Na mesa tudo o que esperava “fartura” – olhos queimados – já não importava mais. O mantra ecoava, a porta fechada causou tumulto, o prato para cá, a bic e –ela- sorria. A coriza não tirava sua beleza, entupida a ser – olhar e ver – grande grito, entender é o que justifica a luxuria e a vaidade.
A cozinha, sem comida evidenciava o que era a casa da porta azul, não havia crianças, restava pessoas e transtornos.
- Vou matar minha sogra!
O grito cortava a noite, não foi o primeiro, seqüência de ameaças contra a sociedade, não estava ali, então o ataque era obvio, um pequeno núcleo normal de habitantes das normas sociais, ao fundo alguém pensava longe, não importava. Ela estava fria e inabitável. Cabeça vazia era possível às vezes com amigos distantes ou com viajem do trabalho, cair na realidade o tempo todo – era ela – o que acompanhava? O rito da marcha dos poetas iluminados ou o futuro próximo, poderia ser uma mistura de tudo e todos por fora, não havia aproximação simbólica, seria cidadã média?
Fora, mais uma dose, a alma toca, na casa da porta azul. Intensidade absorvida com rancor, vários dias sem ela, não havia preocupação, estaria em um pedestal e eu na platéia, a sonhar sem ao menos ter degrau para alcançar. Chegando tudo se acalmava, conceito real justifica o calar, funcionava assim, a dose não era para sair escondido, grande parte era culpa dela.
Que horas seriam. Todos calam é a alma dorme, perdidos nos cômodos, previsíveis e estáticos, não possuíam vida, caidos na rotina estática. No lado, nem sinal de outro, a casa estava vazia, a luz do outro quarto denunciava, havia vida lá.
12/04/11
Dentro do Quarto
Sem tributos sociais, transformado em ser, isolado um próton fora do nêutron, concepções escolares, depois fazem algum sentido, mas aplicada no ambiente escolar nada tem o que fazer. Suplicando média escolar.
Lençóis exalando limpezando meem ansformado em emara casa. dias licidade instantanea z. mesa, sensação magnífica, poderia abrir e contar tudo, contido, o sono carrega o corpo. O lençol lembrava o hotel, faltou a TV a cabo, apenas três canais, puxados pela antena quebrada – lixo – dormir.
Não parava, serpenteia na escuridão do afeto do travesseiro, branco, lindo, cheio de plumas. A cabeça explode – calada – não havia espaço para sonhar. A realidade cansou putefração, estava evidente na casa, degradação mental, um recanto de anti – sociais, condicionados pela sociabilidade de levar o que cercava com a paz. A conexão não era diretamente da casa, era de outra época, chamada da realidade instantânea atravessando o tempo, rudimentos verídicos evasivos da mente.
Decepção e euforia juntas no mesmo momento. Não incomodava -ela- domava cada gesto abstrato, havia simplicidade erudita em ser, decepção por descobrir o que havia acontecido – seria o ponto máximo – pensar era parte do fluxo constante da respirar, não havia sobrado prazer no todo, era a vida, nada de glamour, publicidade instantânea e iluminação. Romper é a entrega.
O sono pesado – ela – seria capaz de abandonar tudo no ciclo rem, estaria a par da imensidão oceânica involuntariamente ou seria a justificação do excesso dos dias, fiquei sem saber e adormeci.
Acordei sem lembrar de sonhos. Seu perfume no quarto foi o café da manhã.
Liguei o carro, dei meia volta para casa. Era sábado pela manhã.
13/04/11
Sábado
A mesa sentia o produto. Acordado, buscando cigarro ,lembrança da festa, pós-nova balada. Gosto amargo perfurando a manhã, começaria cedo?
Liguei o carro – acesso- às vitrines cansadas exibindo o que não é necessário para ser. Gastos manipulados, havia produtos para todo tipo, essenciais e supérfluos. O necessário estava longe do glamour da avenida central.
O trecho foi idêntico, a porta azul torturada a frente, sem vozes, apenas o silencio do ar refrigerado ligado.
Deveria ter avisado sobre o retorno, seria imprevisível. Nunca houve a possibilidade de afastar o caos do tempo, o máximo que poderia era harmonizar um único dia e andar ofegante com barbáries – resumir conversas em cinco minutos – o dia acabou de começar.
A porta estava trancada, e não havia saída nos fundos, janelas trancadas. Vários estampidos na porta. Ninguém.
O primeiro bar a frente convidou. Saliva, precisando de algo – bebida – interrompia pensamentos – agressivo – na frente o garçom a respirar, cansado de servir copos intermináveis, gosto amargo, gesto para alcançar filhos e esposa – cidadão comum –
Mulheres a conversar, extrema falsidade em sorriso, gloria e perdão misturada com agonia. O fim certeiro de toda vida – manipulação – ser. Um grande abraço a partida, desce.
15/05/11
Domigo
Ouvia muito, sempre com pressa, inevitavelmente toda conversa girava sobre presunções veiculadas nos encontros. Era crucial fugir.
Dentro da mesma espécie conhece limitações, impostas pela idade e a outra ponta pelas verdades inconvenientes. Estavam juntos com outros, de estados diferentes, ansiosos. Percepção de reunir um grupo diferente para ser capaz de construir o novo.
Na maioria das vezes havia resistências que partiam do nacionalismo estadual, culpavam as falhas, todas enumeradas e postas em cima da mesa - aqui esta suas migalhas – faça o favor de limpar quando sair.
A distância dela aumentava, não fui culpado ,não busquei intermediários para a busca, fui com notas novas de real e um tanque cheio, era madrugada,até o ultimo gesto da noite estava ensaiado.
Não acreditava na porta azul, sempre estava trancada, era penoso encontrar o lugar perdido, suspeitei da policia, mas não havia nenhuma nota em jornais e o assunto não estava na TV. Um tempo, seria o que ela desejou.
A semana chegava ao fim, ruas silenciosas haviam mudado, as portas encaravam, espreitando quem andava nas sombras, não havia lugares seguros.
Soube que na noite anterior ela estava novamente no controle, eu havia dormido, perdi a oportunidade de seguir a pista, estava enfraquecido por dias impróprios para a velhice, dias que justificaram a excelência de contra ser, sorrir estava fora, passar horas observando o limite da tortura, guiada pela manifestação de olhar o que havia perdido em dias anteriores, foi lucrativo para uma serie de “amigos” festejando acima da ruína proporcionada pela tentativa de felicidade, o nariz sangrava, o clima seco aumentava a fúria do toque, gastava poucos dias em algumas horas. A cicatriz não fechava.
Pela manhã flashes confusos de pessoas à volta cediam com a manhã, havia algo serio sendo discutido, ouve gritos e intimidações não havia ânimos exaltados, todos estavam discutindo com a razão do ambiente. Não pude defender, restou fugir, andar para a porta e entrar no carro, dentro da casa havia gritos de dor junto com gritos de gloria, algo foi perdido naquela noite.
A função do lar foi trocada pela rua, parto em busca de comida, acelero o carro e no banco o bilhete cai no meu pé.
Ouço uma voz suave, um convite para uma alegre visita ao inferno a noite. Ela estava excitada, queria mostrar algo apenas uma vez, saber ao certo nunca, duvidas foram plantadas e deveriam ser abertas a noite.
11/06/11
*em revisão
2 comentários:
Isso é tão breve e exato!
Lindíssimo. O texto responde muitas questões cotidianas e é de uma beleza única. Sensacional :)
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