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Critica ou Auto Flagelo

Aquelas noites ainda perturbam a mente. Algumas com os “olhos queimados” e outras com o corpo despedaçado. É difícil medir e colocar no estande da importância, todas reverberam da mesma forma.

Aquela noite foi sugestiva a desilusões, a praça vazia, ainda não estava tomada por mim, hoje os contornos dela são menores, um passatempo, - a pausa para o cigarro e a bebida – mas naquele tempo, era sugestiva, um mundo novo a poucos passos da casa, poderia esperar tudo, mas erradamente nada acontecia, era um status morto. Um lugar que o ar circulava os pássaros cantavam e gatos dormiam, uma província ao redor de outra.

Naquela noite, calma e pesada, tudo foi diferente – quem andaria nela naquele horário – donas de casa estavam adormecidas, homens fechavam a geladeira – havia acabado a ultima cerveja - e os jovens, por onde andavam?

Algo mudou, o ar acumulou e a pressão subiu, olhos espiavam desconhecidos, quem seriam, ilícitos? Não conhecia, nunca tinha observado alguém naquele horário – minha hora era aquela - ouvir a coruja, ver os gatos olhar a imensidão, sem carros na rua, apenas o vento frio que ecoava ao redor das montanhas, fora isso, havia eu, perplexo com tudo que havia abandonado, ainda tentava me convencer, reciclagem, como dizia, a outros depressão, a mim mesmo, meu auto flagelo, quando as criticas não alcançam, algo esta errado, a humanidade, carregada de egos, sem tempo para palavras como “sintonia” “sensibilidade” “cultura” “libertação” “eu”, quando hesitam a extinção deles é mais bela, fico com “eu” próprio.

Olhos queimados, uma ajuste, fogo alcançado e novamente vendo – que beleza – na precariedade, exulta a normalidade, não havia nada mesmo, apenas a praça, pessoas, e conversa, nada para roubar atenção, sem show, aplauso, teatro, festa, apenas pessoas entre pessoas, desconhecidos propriamente, poderia exaltar a mim mesmo, contar o que vejo, o que sinto – o que existe – falei, falamos, mostrei, mostraram, exultei, exultaram, nada estava perdido, amigos não futuros parceiros ou negócios, apenas pessoas na liberdade possível, a distração era a vaga de falar, crer – será que entendiam - vejo que buscavam. Isso é essência de ser.

No intervalo, da rápida rua, atravessei o entorno, justificações caem em mente, criticar, bater naquilo, expulsar alguns malditos para fora, exumá-los, mas isso é próprio deles. Do outro lado, o flagelo transgride uma bela imagem, pensar no conforto, um padrão bem visto, falar por falar, sem representar nada, são poucos atos que pagam nosso conforto, é pensar é mal visto e mal remunerado aqui, componho a ver, situações pessoas, não sou amargo, nem triste ou feliz. Sem mitos tudo faz mais sentido, ver e deter, levantar a mão e não bater, fumar sem “tragar”. A estímulos, uma conversa real com poucos, telefones para aquisições e chegar ao final do dia com dinheiro e algum lugar para integrar, mas fujo da degradação, fujo da fé e do saber, a atenção do observar reivindica as transversais, mas sempre saio ileso, desde que foi dito – critica positiva - nunca mais ouve valor em despedaçar algo olho no olho, tudo se transformou em agradar, sentar na cadeira de duas pernas e rir.

Um estopim sem pólvora.

Talvez na propriedade sirva.

Esvaziei e busquei conforto em tudo que não é desse mundo, ouçam caretas, a vida e para ser descoberta nos extremos, o inferno é um paraíso.


Original Publicado
12/04/12

Revisão

12/04/12


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