Demorou acontecer, achei que estava imune, afinal moro em uma cidade provinciana, acreditava que as maiores preocupações eram o “chove ou não chove”
Mas a genialidade corruptível e social, se atreve a revelar o que nos cerca, a realidade do primata.
Entrando nesse jogo, percebesse os olhares que mudam, pesquisam, tentar sugar e tirar o melhor proveito, do que ainda não tem, quando isso afeta, todo cuidado é pouco.
Quando conseguem retirar proveito disso? São saciados? Ganancia no suspirar, quando me retiro ainda sinto a reverbação.
Às escondidas os contornos, tomam conta, sem referências ou linguagem. Resta apenas o entendimento, nossa figura, esboçada e contornada por nossas linhas, agulhas e sedas.
Quando rola a fuga, sempre em raros momentos, morre a culpa, preocupação. A anestesia social faz bem, leva a outros ciclos, sempre desgasta, trás a raiva e o magnífico, tudo dentro do mesmo passo, sempre oscilado, temo, mas afinal de quem é a culpa, se não resta compartilhar, resta se entregar, andando como linguagem, afetando como palavras e dançando com gestos, dura pouco, mas sempre me pego pensando na atenção, simplicidade e amor que sinto nessas horas.
Fecho-me, tentam me abrir, sempre mesmo, existe algo, a esperar das pessoas, seja seu sorriso bonito, ou a inadimplência mental, sempre acessam algum sentimento, daqueles que queimam rapidamente, mas a chama alcança uma temperatura excessiva, quando lembro, vejo por cima, o ser, o gesto, e meu vulto a sentar nesse ambiente, nada grandioso, mas algumas decisões acontecem ali, sempre precárias, enganadoras. Mas esse é o rumo.
Original Publicado em
25/03/11
Revisão
28/03/11
0 comentários:
Postar um comentário