Se aquilo que vi não foi real, infelizmente minha realidade é confusa e hereditária, não vivo, como quis, respirei o sopro de uma geração que se perdia a cada tragada da erva, que acreditava nas imagens e não nas pessoas, gritava e estilhaçava instrumentos como pano de fundo de vozes do inconsciente, não sem pensar, justificavam, com um solução que durava dias, semanas, tragadas e noites, apenas tentando ser o que realmente eram, tudo aquilo que já foi.
Vi todos marcharem para a criação de um nova formula, sem notas, provas, salas trancafiadas, em tormentos relacionados a tudo que existe, mas não sabia o que.
Hoje fazem filas em depositos, ruas, vielas, praças, shows em busca do próximo suspiro que já esta destroçado no acabar da onda, muitos resistem, buscam o padrão de viver, de ser, do talvez conseguir enganar e fluir contra a correnteza que esta maior, já conseguiram o sistema, preso nos mesmos valores e evangelhos, justificados pela paranóia de gerar retorno.
Sentados, esperando a “onda” passar, ouvindo vozes emanar, no recipiente da humanidade, aonde todos buscam o lugar ao sol, esperamos ser, crer , fazer, olhando a fuga no relógio acabar, e a hora do próximo chegou.
23/03/11
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