Destruir aos poucos, rende algumas qualificações,primeira: independe dos outros, basta ter uma casa cheia de bebidas, alguns telefonemas e algumas saídas. Isso cria um panorama da mortalidade que assombra todas essas ruas que vagamos até entrar em alguma casa.
Hoje pretendia fazer qualificações, mas agora são exceções, se eu sair quebraio a regra desse dia, não irei terminar essa crucificação, ficarei no meio do caminho, verei um começo, sem ter fim, andarei ate a metade. Não quero desistir, talvez esse demônio que me acompanha desde ontem, queira que eu fique na mesma situação, confortável com minha auto preservação, sabendo que estou a um passo da auto destruição, ele grita, eu paro e obedeço.
Acho que fui enganado, fui convidado para aqueles jantares, aquilo que chama de “alta sociedade”, acreditei que não veria isso, afinal marquei com apenas dois amigos, os dois em posição mais humanizada que a minha (o que podemos chamar de casa própia, mulher e filhos) Eu não havia planejado minha entrada, antes de chegar, havia estado com algumas figuras ilustres do “underground” mas não estava me sentido bem lá, talvez por haver aquela parcela de pessoas que acreditam que alguns de nós somos ilustres no mundo, que temos nossa importância, o planejamento parte de nós. A conversa foi de maneira simplista, pautada em imagens surreais, poucos entendiam, mas todos que estavam lá podiam sentir, isso, não com ego, mas com a originalidade que tentamos levar da vida.
Parti o passo para a cidade, havia um horário a cumprir, dois encontros, em ocasiões novas, conhecia muito bem, dei dada importância. È triste, mas a maioria acredita fielmente na conversa frente a frente, no poder do convencimento, carregam dentro de si, a alma de conquistadores, desbravadores da psi humana, acham que são o ponto final da vida dos outros, mas existe uma diferença enorme entre o falar e o pensar.
O local estava lotado, havia pessoas que não conheciam, todas carregadas e exaltando “somos o que há, é isso, o máximo, o resto é o resto”. Passei rapidamente entre a mesa, quem deveria notou minha presença, sobre o restante, é bom ser nulidade, não ter vinculo, evita de criar mais projeções de caráter.
O primeiro movimento, foi atrás de bebida, às vezes a bebida serve como água (para quem compreende) segui direto para a mesa, lá estavam todos, lembrando que antes havia a promessa de apenas os míseros, mas no final se tornou um banquete, casais com crianças, aquele espírito bem classe media de cidade do interior, me dirigi, ao canto da mesa, lá sim estavam as pessoas que realmente importavam, e que grande diferença, não pareciam transtornados em estarem lá, sentiam-se bem, prova disso que me receberam com a importância merecida do encontro, conseguiram anular os restantes e afundar se, no que haviam planejado, grandes pessoas, camaleões da vida, se a paciência e falsidade é virtude eles são os verdadeiros santos dessa época.
Fui breve, se fumar agride o corpo, nas situações extremas, melhora nosso espírito. Antes de partir, fui convidado a fumar com um dos planejados da noite, foi ótimo sair, fugir, sem olhar para trás, fumar agride, perturba, ninguém quer ser fumante, pena deles, aqueles que fumam tem sua reserva de tempo organizada, um pausa entre o cigarro e as palavras, facilita a aproximação do próximo.
Essa noite já passou, mas espero que na próxima, eu supere meu demônio, que me persegue sempre que coloco o corpo fora, do trabalho, quero correr atrás dele, e falar grande, grande, exulto você, é isso que há, atrás de nossa porta, uma facada, um tiro, é muito mais medonho que você, encarne em mim, viva o tempo todo, ao meu lado, no final isso tornasse uma distração, um pensamento vago. Quem falou que existe todo esse poder ao redor?
Original Publicado em
26/03/11
Original Publicado em
26/03/11
Revisão
28/03/11
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