Pages

Mudanças


Certa vez esse blog era muito mais atualizado.

Mas ultimamente as postagens pararam, enfim continuo escrevendo mas não publico em blog, prefiro publicar no meu face

Quem quiser acompanhar e so add o perfil e ficar de olho nas notas.

Galera rola no perfil no twitter

Abraços

16/08/11

Maicon Rodrigo F




Tristeza com volume

Não a respirar

Geme, grita, perturba, seu sexo apertando o meu, grave tortura, meu bem isso falhou.

Pulei a janela e queimei os olhos, fiquei pronto para enfrentar a cidade, grande emaranhado de pessoas e dinheiro muito dinheiro, para o apartamento com tiros, era sexta feira e tudo que restava, estava atrás daquela porta.

Com o nariz quebrado ela seguiu pela noite atrás de uma grave perturbação. Logo a frente havia desconhecidos a rir, todos felizes para encontrar o mesmo que precisava das tentativas nasceu o acerto.

Poderia enganar, fingir, mas bastava dar dois passos para encontrar e rastejar atrás do que necessitava, equações simples penetram e enganam a verdade.

Tudo que gostaria de sentir, poderia ser algum canto para escrever mas quando envolve, sempre prejudica, o raciocínio declina dos pontos de vista, quando respirava entre os demais tudo parecia lógico, um sistema de pressão e norma, tudo parecia sanar os longos momentos de perda, tomou forma que logo o entendimento básico se formou em um grande “foda” o que quis não envolvia a realidade, normativos concretos habitáveis, uma grande perda.

O muro era divido com a casa da vizinha, a flor tomava conta daquele espaço, não percebiam o que acontecia, seria impróprio para o horário, as crianças ainda estavam na escola, quem seria a fazer. Claro estava distante, incapaz de escrever qualquer pagina ou palavra, conseguia apenas observar e temer as falar, testamentos de absurdos.

No galho da garganta respirava, desculpe essa será talvez minha última falha.

07/06/11


Manifesto Anti Armas










Poderia ter deixada a arma dentro da mala e ter partido para o encontro. Poderia mas não foi o que aconteceu, as roupas empilhadas incluíam uma passagem para sua nova casa. A arma foi junto.



Um dia não muda a vida de ninguém, mas é suficiente para acabar. Saberia despejar o sabor desse abondono?



O prédio em frente estava possuído de carros e sapatos carros, há pouco tempo a situação era contraria, não havia ninguém a não ser ele mesmo.



Abraços e sorrisos, cadê o que foi pretendido, não achava ele e dos poucos conhecidos que encontrava sabia que algo estava a “solta”. Partiu para o térreo. Havia chegado a hora.


A porta devidamente trancada executaria o papel do “silencio”. Havia demônios a solta, o frio extremo ajustava todos para a situação a seguir. Basta um tiro, sussurra no vento.



-Conversar!



- Basta




- Deus levantou e duplicou. Critico x Autor, Careta x Usuario, Bem x Mal. Criando força e poder gerador do caos. Obviamente poderia atuar de outra forma, haveria que ser recompensados pelos seis meses de adaptação desse momento. Você esteve em lugares caros e sofisticados, acredite foi cansativo agüentar o jogo social, fui distraído para você ficar livre.



Pausadamente, a dor transformou o local em passagem para o alem, o demônio ria, teria uma nova tortura a caminho.


30/05/11

Um tempo livre para ser o que realmente existe

Claro que mudou.



Mais prédios, carros, lojas e mais pessoas nos prédios, nos carros e nas lojas. Chamam isso de mudança, aumentar o mesmo ciclo, dobrar e triplicar.



Visivelmente tudo esta bem, todos continuam a girar, não perguntam das dores sentidas, dos filhos distantes e do ócio ativo. Jogam festas, produções com o intuito de separar uns dos outros.


Ver o outro lado da moeda torna vulnerável, o desapego de ideais, sentimento que some na manipulação diária, quando é livre, tudo aparece.



Poderia não ter reagido, mas a inquietação reverbava no ar - não - a noite prometia queimar olhos e prazer, mas era ali, no espaço contaminado, longe dali haveriam outras drogas e mais prazer.



Mesmo sabendo que não importava sabia que estava tudo igual – dinheiro, posição social, conforto – belas formas de manipulação, acomodadas perante a posição geográfica do buraco em que vivo.



Passou a esquina, viu pela ultima vez a casa, bom tempo - meu – claro, todo meu, mesmo dividindo com alguns a cerveja, o computador e a cama foram minhas, todas possuídas com fervor durante alguns meses.




Das desgraças ocorridas, varias risadas, afinal quem se perdeu se preocupa, não tem mais forças prefere lutar para manter a mesma tranqüilidade, fraqueza, objetos de consumo.



Atropelei mais um ano em seis meses, o veredicto esta na mesa, livros, certificados e viagens e leitura, excessivamente e compulsivamente, tirando isso, vem o certificado idiota que chamamos de idade, uma idiotice qualquer que serve para separar nós da gente e exercer uma grande pressão e cobrança por parte dos outros.



Apenas restava uma certeza, quanto mais vivia, a percepção aumentava - intima - poderia sentir e transformar em arte, esplendor sem preço, o restante era uma forma de garantir a reprodução disso, como agora.






29/05/11

A ponte das emoções

Imagine estar em um filme, com cinema 3D. Toda aquela adrenalina, medo, passando por uma ponte do cenário de Indiana Jones.

È prazeroso e arriscado, uma grande sensação de conquista, vento no rosto, um grito na face e a conclusão a seguir “fantástico e perigoso”.


Conheça a “Passarela"




Ao "turismo"


25/05/11

Sobre Viajem

O relatório era obvio, a mistura de pele, ossos e massa cinzenta denegria a imagem. Premissa para justificar a contenção do espírito.

Apresentado para especialistas, todos com o idêntico julgamento – a maneira de pensar - esvaziou o corpo, submetido pelas vontades, rompeu e abraçou a eterna sensação. Nada importa quando o tempo é curto.

Dentro do carro, estava enganado, o maldito teto solar, não se movia, restava apenas uma fresta para uma pequena dose do vento a 150 por hora passar, enganação para aumentar o valor do carro, opcional para manter o estilo médio.

Carro parado, portão aberto – esse bairro mora policiais – garantia a tranqüilidade do consumo obsessivo. Dizer chega, mas sempre chegava outro e para repetir , com tantos o afastamento diluía na fumaça e na nota estrategicamente enrolada nas narinas. Havia comida, tv, conforto imediato, involuntariamente o interesse de fugir crescia, aos outros a impressão era de paz, mas nada me segurava aquele cômodo.

Já fora, outros continuavam a chegar, novos desconhecidos conhecidos, separados pelo “consultório” alguns preferiam a Introspecção, os demais a adrenalina.

As conversas de cinco minutos não rendiam, não fazia parte daquela matriz, estava com filiais separadas em outros pontos, algumas a ponto de fechar. As restantes haviam sido mutiladas e esquecidas do objetivo inicial. Agora a boa conduta sustenta o bom tempo, apenas me recordo das viagens, no restante é o obvio necessário.

O relatório avisa, mas sou eu que sinto.

25/05/11

Uma tarde no sofá

Foi junto, o envolvimento era nulo, atendia a rotina, conforto sem prazer.Breve período de trégua possível, sorrisos rasos com sofás doloridos, era possível levantar e sair.

Poderia matar toda a carga individual, anular – pensar – passo impróprio, já basta os vagos que tentamos durante o dia – prazer – aonde estaria?

em tudo é “bad” quando sobra tempo,engano e tropeço sobre os outros – sociedade – preciso, necessito, serei capaz de atender e gerar prazer, não necessito, perdi mais tempo ou ganho meu salário.

Me levanto para escrever, estou entregue. No outro tempo circulo entre matilhas e mulheres. Falo das jovens, que ainda tem brilho no olhar, esperança no peito e amor no beijar, antes de viver, sonhar respira nas mulheres. Seu universo restrito, não me atrevo a falar, apenas ouvir. Do outro lado da matilha. Ferozes humanos, força humana, linha de produção, selvagens, criaram outros para gerar caos e a destruição. Alguns inumanos. Henry Miller alertava. Ainda a romantismo na vida, fora do macro dentro do micro, ainda respira o homem com o pensar.

Distante aquele dia, sem pele. Auto imune as malandragens da vida, conquistei poucos, parte vencidos pelo convívio, mesmo sendo de outra época, alguns valores continuam idênticos – os pensados – noutro canto da sala, enquanto registrava sensações, a normalidade fugiu, quem é de fora é mal interpretado, nem ao menos o titulo de visionário, inumano ou pensador caiu sobre mim, estava algemado como antes, como o restante com quem conversava, continuavam conservando a inadimplência dos dias, ao lado de um pouco de prazer. Fuga.

Não penso aflito na hora que chegarei aqui para tomar café e escrever, não passana cabeça, personagens atormentam, são fortes, sentimento que ganha força na escrita, não gostaria de abandona-los, aprendo ao lado do engano.

Antepassados tinham em algo com que se preocupar. Vamos bater, abaixo a ditadura, somo s livres! Conseguiram, destruíram o grande irmão, deixando espaço para - outros - mais inteligente - sem rancor - evolução a passos largos – morte a osama – – morte a américa – braços levantam, sentimentos coletivos. Bom trabalhado dirão os filhos.


03/05/06


*revisão 13/05/11

Gavetas Arrumadas


Final


Coloquei tudo em jogo para a cidade escura calar. Não reverbou, não se opõs a frente - tem medo - fiz o necessário para aprisionar a falsa tranqüilidade. A noite toda a voz – grita medo – supõe ela com a porta fechada.



Encontraram a artilharia necessária em meias verdades e copos rasos, cada gota não quer nada, companhia basta – absurdamente – as gavetas arrumadas propõem algo. Calado, passei a porta – ar gelado – batom na cama e carreiras gastas. Ela correu para o banheiro sem sorrir – a pensar – sentei, com luz baixa, clima gelado e muitos sonhos no travesseiro.




Ela não falou, mas eu senti, não era sobre de mim, eles ou da cidade – estrangeira – era absurda, carregava muitos consigo, mas tinha pouco, viu tudo e todos, não era acomodada - perdida - em outro pais. O banheiro chorou aquela noite.


Era diferente, não precisava provocar, podia mas sempre negava, conquistar essa era a dela. Carregava todos durante a noite, vivia no ar, solta, uma nuvem com a cabeça despedaçada – seu caos – nunca interrompa, organize e pise, o chão toma a forma que queremos – seu sorriso - preso na face tornando clara a distancia do corpo. A mente e palavras certas no momento exato, mas não era ela. Era conquistada por si.



Na ultima semana, a musica não tocava mais, os acordes estavam soltos, a pulsação diminui e o coração bateu – tentou esconder – mas respirar entrega – estava viva – infelizmente, voltou a fazer parte das tolices – massacre – ela não quis, não havia poço, andou no labirinto, saídas mostraram a certeza de passos falsos. Não havia alguém capaz de apontar a luz da saída, apontavam engano e a prudência que todos combatiam - apenas ela estava lá.



Cheguei tarde – aceso – passei dias a pensar com ela, soube a parte que faltava, mas explicar estava fora do meu alcance, quem além dela não se enganava? Seria tolo afirmar que acreditava em tudo , estava preso a, externamente perdido e internamente movimentado, sabia sentir, mas a obrigação era ocupar o quarto gelado. Não ousei interpretar e sentir – assim você cai - a mente acredita e o resto engana – aprendi com o seu olhar – o sorriso enganador - olhos não mentem apenas sentem.



Não houve ultimo olhar, sei que ela preparou tudo há muito tempo. Ela não poderia contar o que eu não poderia acreditar – ela preferiu sentir – até o ultimo instante. Eu sabia que deveria dar meia volta e partir, sabia que não deveria acreditar, mas não posso combater – o sentir – Ela foi capaz de sentir o que todos gostariam. Ela partiu, eu fiquei como antes, no quarto gelado.



Ela teve overdose da vida.


25/04/11




Primeira noite





Sem rumo, os amigos estavam distante, afogados entre vários pontos. Fui alcançar a mão, breve perda do individualismo na cidade erguida à força.


- Bem vindo, novamente!


Entrei, a casa infestada, todos conhecidos, mas havia uma presença nova, diferente. Dobrou o tempo, engoliu e deteve a chave – era ela – não a conhecia. Pareceu perdida no meio criado por ela, musica suave e vozes baixas – boca a falar - a mente descobria a rotina de todos – a dela.


Entregue – olhos queimados – ouvindo, sentia sua mente agir, instantânea. Tudo era dela, descrevia impunemente o que havia – contemporâneo - era dela – inumano – era dela.


Nada mais foi meu naquela noite, tudo era dela. O arranjo entre o cabelo preto, sua coroa de espinhos. Soube a seu respeito mas como tirar conclusões da verdade justificada, composta e sorridente, fui ela, senti ela. Sua fuga começava, a imensidão – sentimento oceânico – blindado para os outros, foi o espelho que quis ver.


Suas pausas breves – carreiras gastas – nesse momento estava entregue a tristeza e possuída. Despedaçou a ignorância, o urro e o instinto animal, rompeu entregando toda a verdade, exata, como a ciência. Toda a sua descoberta carregada de falhas, acertar e errar produziam a mesma intensidade, a moral composta pelo individuo é a única que varia.Ela não era uma, era o individuo exato da ciência correta do seu tempo - tempo datado - irão buscar o novo – mais prazer - o prazer gasto, deve acordar outro lado.


Adormeci.


Acordei – ela havia partido.


27/04/11





Segunda noite





Ofensa - mau intérprete – sem chamas, o sol não brilho, queria – noite – todos chegaram.




Poucas palavras, telefone mudo, não havia visto ela. Escapou cansada, a barbárie cessou instantaneamente – será possível – partiu cedo, venceu a cidade. O brilho cessou, não importava, tudo deve ser como sempre, prazer sequelado interrompido. Ela não temia.




Conversa muda, o canto respira, espectadores da arquitetura dos sentimentos. A cidade serviu o propósito, alimenta a destruição gerando culto ao prazer, fraqueza é pensar – o sistema funciona – gritava, - a mente é capaz – germinou o cômodo.




Sua possibilidade não devia ser esgotada, era a noite, tomou posse na entrada. Sem saída, manipulava. Foi levada a conduzir e resistir a própia criação?




Carregava a alma pesada, era notada, observada – não analise – entregava a sombra negra, a boca cansando – o nariz branco – o que foi aquilo.




Continuavam chegando, grupos abraçando prazer. Não prestava atenção, sua entrada seria triunfal, um alivio nesse inferno. Acordaria no momento exato, abandonando a preservação da claridade. Chegaria sem pecados, seria exata, iria alimentar o tédio, compondo suavemente o velório.




O transtorno, esperei, preparei a noite, estava – aceso – nada mais útil, precisava realmente ouvir a canção infernal e ser enfeitiçado até a manhã. Levantar para tornar possível mais um dia, mas dependia de algo. Ela liberou sentimentos incontrolados, ela, estava infectado. Tudo estava exatamente como antes. Aonde foi.


29/04/11






Terceira Noite


Tempo acumula. Bula sem remédio, calmante, não funciona. Larguei, abracei, faz tempo, havia necessidade de fuga.


Difícil é o vicio – viver – é o sacrifício. Há dois dias que rastejei, não ouvia passos, rua cansada – vagabundos iluminados – pensei sobre a dependência dos outros. Brincam com a realidade, caminham sobre manchas – o uivo – trabalhador beat, maquina fotográfica de tinta – Easy Rider – publicidade, bem que poderiam ser um filme com a chapada dos Guimarães. Ela entenderia.


Ao lado, o cômodo escuro grita, livre-me daqui, carregue luz e vento. Um esboço, o nariz branco –ela- enfim sós. Levantou procurando – Quem? Quê? Algo?


O peito explodiu – malditos – não sabem aonde estão, brincam de perder, meio termo, impossível, ainda não se culpam, se atrevem a tocar deus e brincar, continuam ilesos, brincar, rir, chorar, apenas ela machucava. Eu temia


A luz acendeu, o cenário mudou, presos, no pequeno cômodo – é a policia – todos quietos, luz apagada, ouvia seu suspiro ao meu lado, mantinha um ritmo, diria heróico por seu estado – estaria dormindo – ouço um suspiro mais profundo, coberto de tédio. Lá fora todos gritavam, seria paranóia coletiva, a musica cessou e tudo ficou quieto, a porta era um quadro, poucos sabiam, os policiais, nunca imaginariam.


O vestígio da escuridão e do medo repercutiam em todos, quem ousaria falar algo, se estivem nos esperando lá fora com armas e socos, seriamos enlatados e jogados em celas, atravessaríamos mutilados alguns anos, voltaríamos esquecidos e desumanizados para os mesmos cantos escuros de sempre.


Hora passam, o silencio assustava, estaria acordada, sua respiração continuava, emitia ar, na escuridão o medo vem à tona, a solidão é evidente, sem abraços a noite consome, suga a vida que engana, o prazer morre, pensar cansa, é o sentido e dormir, esquecer para acordar pela manhã, para manipular a medida que o passo amigo cobre, estamos juntos – ideologia- quis dormir, o que havia no chão, quando entrei não havia prestado atenção, poderia estar imundo, seringas, vomito, ratos, o corpo venceu a mente, adormeci.


Amanheceu. Casa vazia, nada quebrado, tudo no devido lugar, após uma festa, seria paranóia, um ilusão ou seria – ela – agindo entre o inatingível e o absurdo, olho para fora, sol, calor e movimento, peguei a rua, andei no quarteirão e subi no ônibus.


Da próxima, fico longe dela.


02/04/11



Quarta Noite



- Segue reto


- Cuidado , olha o sinal!


O carro seguia, a frente vários buracos no asfalto e luzes fracas dos prédios. Era madrugada de quarta feira, dois dias antes da sexta, significa que as ruas estão vazias, tomada pela rotina da cidade. Alguns “noias” estavam na rua, - atrás de pedra – olhos vidrados me encarando dentro do carro.


- Vira a direita


- Não, segue reto, e vira no próximo quarteirão


A frente um posto vinte quatro horas.


- Para! Vou comprar cigarro


Os ocupantes estavam oscilado entre o cansaço é a euforia de ir em busca dela. Ninguém sabia ao certo aonde era sua casa. Na noite passada, o telefone tocou e sua voz falou rapidamente um endereço na periferia, quando fui perguntar a ligação caiu, - ela sumiu – estava claro, tinha que ver, guardei o endereço no bolso da calça para conseguir o carro e alguns amigos. Partimos para bem ou mal. Um encontro.


- Tem certeza que é aqui?


- Claro, estamos chegando


Nunca estive naquela parte da cidade, tentei ligar para o numero dela, mas não chamava. O bilhete no bolso estava amassado e as letras negligentes, estava – acesso – confiei na cabeça e esqueci o que deveria ser feito, lembrei de anotar o endereço no fim da noite, tentei resgatar palavra por palavra. Lembrei o máximo que pude, lembrei da rua – a porta é azul – pareceu aceitável na ocasião, mas qual o tamanho da rua e quantas portas azuis haviam naquele lugar?


- Pronto, essa é a rua, qual é o numero da casa?


- Siga reto


- Porra! Eu to falando do numero


- Eu sei, é so ir reto


- Se não me disser o numero agora, dou meia volta e vou embora


- Calaboca! Eu sei aonde é a casa


- Você já veio aqui? Duvido?


- Não, mas eu sei que é só andar mais um pouco


- Você, esta afetado, quem mesmo te ligou?


- Foi ela, já falei


- Ela quem?


- Não sei o nome, mas é aquela garota nova que esta nas festas!


- Qual?


Ele citou todos os nomes possíveis de garotas, todas que eu conhecia, e todas as que ele conhecia, mas nenhum nome tinha significado,eram letras, vazios letrados, sussurros reverbando dentro do carro, quanto mais ele discutia e gritava, vomitando ameaças, eu lembrava das noites passadas, do tempo que fui vivo, a realidade toda era uma fuga, viver em função de algo, acreditar que é importante, peças da camada social.


Senti a porta bater – ele foi fumar – faço o mesmo.


Apontei para a direita


- Eu falei, aqui esta a porta azul



05/05/11



Porta Azul



O cidadão médio, ser que não consegue aproveitar a tristeza e a desilusão do mundo, pó, vamos cheirar, bebida desce e toda preocupação some,nem mais um dia. Todo aquele momento, saindo para a luz à situação muda, pré-programado, enfeitiçado pela comodidade, capaz de muito, claro com doses homeopáticas de pensamento.


Estavam todos atrás da porta azul. Na mesa tudo o que esperava “fartura” – olhos queimados – já não importava mais. O mantra ecoava, a porta fechada causou tumulto, o prato para cá, a bic e –ela- sorria. A coriza não tirava sua beleza, entupida a ser – olhar e ver – grande grito, entender é o que justifica a luxuria e a vaidade.


A cozinha, sem comida evidenciava o que era a casa da porta azul, não havia crianças, restava pessoas e transtornos.


- Vou matar minha sogra!


O grito cortava a noite, não foi o primeiro, seqüência de ameaças contra a sociedade, não estava ali, então o ataque era obvio, um pequeno núcleo normal de habitantes das normas sociais, ao fundo alguém pensava longe, não importava. Ela estava fria e inabitável. Cabeça vazia era possível às vezes com amigos distantes ou com viajem do trabalho, cair na realidade o tempo todo – era ela – o que acompanhava? O rito da marcha dos poetas iluminados ou o futuro próximo, poderia ser uma mistura de tudo e todos por fora, não havia aproximação simbólica, seria cidadã média?


Fora, mais uma dose, a alma toca, na casa da porta azul. Intensidade absorvida com rancor, vários dias sem ela, não havia preocupação, estaria em um pedestal e eu na platéia, a sonhar sem ao menos ter degrau para alcançar. Chegando tudo se acalmava, conceito real justifica o calar, funcionava assim, a dose não era para sair escondido, grande parte era culpa dela.


Que horas seriam. Todos calam é a alma dorme, perdidos nos cômodos, previsíveis e estáticos, não possuíam vida, caidos na rotina estática. No lado, nem sinal de outro, a casa estava vazia, a luz do outro quarto denunciava, havia vida lá.



12/04/11



Dentro do Quarto



Sem tributos sociais, transformado em ser, isolado um próton fora do nêutron, concepções escolares, depois fazem algum sentido, mas aplicada no ambiente escolar nada tem o que fazer. Suplicando média escolar.


Lençóis exalando limpezando meem ansformado em emara casa. dias licidade instantanea z. mesa, sensação magnífica, poderia abrir e contar tudo, contido, o sono carrega o corpo. O lençol lembrava o hotel, faltou a TV a cabo, apenas três canais, puxados pela antena quebrada – lixo – dormir.


Não parava, serpenteia na escuridão do afeto do travesseiro, branco, lindo, cheio de plumas. A cabeça explode – calada – não havia espaço para sonhar. A realidade cansou putefração, estava evidente na casa, degradação mental, um recanto de anti – sociais, condicionados pela sociabilidade de levar o que cercava com a paz. A conexão não era diretamente da casa, era de outra época, chamada da realidade instantânea atravessando o tempo, rudimentos verídicos evasivos da mente.


Decepção e euforia juntas no mesmo momento. Não incomodava -ela- domava cada gesto abstrato, havia simplicidade erudita em ser, decepção por descobrir o que havia acontecido – seria o ponto máximo – pensar era parte do fluxo constante da respirar, não havia sobrado prazer no todo, era a vida, nada de glamour, publicidade instantânea e iluminação. Romper é a entrega.


O sono pesado – ela – seria capaz de abandonar tudo no ciclo rem, estaria a par da imensidão oceânica involuntariamente ou seria a justificação do excesso dos dias, fiquei sem saber e adormeci.


Acordei sem lembrar de sonhos. Seu perfume no quarto foi o café da manhã.


Liguei o carro, dei meia volta para casa. Era sábado pela manhã.



13/04/11




Sábado



A mesa sentia o produto. Acordado, buscando cigarro ,lembrança da festa, pós-nova balada. Gosto amargo perfurando a manhã, começaria cedo?



Liguei o carro – acesso- às vitrines cansadas exibindo o que não é necessário para ser. Gastos manipulados, havia produtos para todo tipo, essenciais e supérfluos. O necessário estava longe do glamour da avenida central.



O trecho foi idêntico, a porta azul torturada a frente, sem vozes, apenas o silencio do ar refrigerado ligado.



Deveria ter avisado sobre o retorno, seria imprevisível. Nunca houve a possibilidade de afastar o caos do tempo, o máximo que poderia era harmonizar um único dia e andar ofegante com barbáries – resumir conversas em cinco minutos – o dia acabou de começar.



A porta estava trancada, e não havia saída nos fundos, janelas trancadas. Vários estampidos na porta. Ninguém.



O primeiro bar a frente convidou. Saliva, precisando de algo – bebida – interrompia pensamentos – agressivo – na frente o garçom a respirar, cansado de servir copos intermináveis, gosto amargo, gesto para alcançar filhos e esposa – cidadão comum –



Mulheres a conversar, extrema falsidade em sorriso, gloria e perdão misturada com agonia. O fim certeiro de toda vida – manipulação – ser. Um grande abraço a partida, desce.



15/05/11



Domigo



Ouvia muito, sempre com pressa, inevitavelmente toda conversa girava sobre presunções veiculadas nos encontros. Era crucial fugir.


Dentro da mesma espécie conhece limitações, impostas pela idade e a outra ponta pelas verdades inconvenientes. Estavam juntos com outros, de estados diferentes, ansiosos. Percepção de reunir um grupo diferente para ser capaz de construir o novo.


Na maioria das vezes havia resistências que partiam do nacionalismo estadual, culpavam as falhas, todas enumeradas e postas em cima da mesa - aqui esta suas migalhas – faça o favor de limpar quando sair.


A distância dela aumentava, não fui culpado ,não busquei intermediários para a busca, fui com notas novas de real e um tanque cheio, era madrugada,até o ultimo gesto da noite estava ensaiado.


Não acreditava na porta azul, sempre estava trancada, era penoso encontrar o lugar perdido, suspeitei da policia, mas não havia nenhuma nota em jornais e o assunto não estava na TV. Um tempo, seria o que ela desejou.


A semana chegava ao fim, ruas silenciosas haviam mudado, as portas encaravam, espreitando quem andava nas sombras, não havia lugares seguros.


Soube que na noite anterior ela estava novamente no controle, eu havia dormido, perdi a oportunidade de seguir a pista, estava enfraquecido por dias impróprios para a velhice, dias que justificaram a excelência de contra ser, sorrir estava fora, passar horas observando o limite da tortura, guiada pela manifestação de olhar o que havia perdido em dias anteriores, foi lucrativo para uma serie de “amigos” festejando acima da ruína proporcionada pela tentativa de felicidade, o nariz sangrava, o clima seco aumentava a fúria do toque, gastava poucos dias em algumas horas. A cicatriz não fechava.


Pela manhã flashes confusos de pessoas à volta cediam com a manhã, havia algo serio sendo discutido, ouve gritos e intimidações não havia ânimos exaltados, todos estavam discutindo com a razão do ambiente. Não pude defender, restou fugir, andar para a porta e entrar no carro, dentro da casa havia gritos de dor junto com gritos de gloria, algo foi perdido naquela noite.


A função do lar foi trocada pela rua, parto em busca de comida, acelero o carro e no banco o bilhete cai no meu pé.


Ouço uma voz suave, um convite para uma alegre visita ao inferno a noite. Ela estava excitada, queria mostrar algo apenas uma vez, saber ao certo nunca, duvidas foram plantadas e deveriam ser abertas a noite.



11/06/11


























*em revisão






Hoje

Manhã


Leve caricia, não contem vida, a mão desliza e um beijo estala no ar – pensando no fim - me recolho, e parto para a escuridão da cidade, não é culpa dela, não e culpa minha, não sei o que posso fazer, sonhar perdeu o encanto – o que digo de viver - respiro pela necessidade, não pela vontade, um canto, um conto e o inferno respinga em todo pensamento.

Caminhar é desconhecer o restante, construções, asfalto e pessoas, passam rapidamente, não há vontade de parar , continuo a romper breves imagens, despedaçar para ninguém ouvir – um desconhecido passou.

A casa lotou, pessoas no banheiro, na cozinha e por fora - eu tentando ficar dentro –

Poderia, sugestionar e criar um novo ambiente – ela prepara o almoço - passo despercebido, ela, seus pensamentos – ótima conversa.

Arte, criação, literatura, drogas? Aquilo faz que sentir bem não é representando – atrás da porta do quarto – é vivido, perco e recomponho rapidamente, poucos momentos de pureza, passos cercam a casa. Abaixo a urgência, ficarão até a longa tarde, depravam minha casa, não a nulidade, é minha (posso ter esse momento) mas os metros quadrados pertencem a outra linhagem.

O copo com bebida, brindou o chão, todos gritaram, - breve excitação da monotonia deles - todos os pensamentos se voltam para o vidro dormente no chão, causa e efeito digna de estardalhaço, quantos pedaços pelo chão? Infindáveis!

Tarde


Embarquei na tarde, senti esmurrar a todos.Cuspi e quebrei todos os pratos, tranqüilidade não há, falta de pensamentos é constante para eles, entregues a rituais “estilo de vida” – justificar aos prantos - uma religião corrupta indecente, se fosse possível ouvir a minha mente, reverbando com um programa de televisão – entenderiam?

Me perguntaram

O que faz ai?

Busco o que me fez bem, não é esse momento, passa muito longe do agora, mas transgrido ao ponto que fiz por mim o necessário ate chegar aqui. O ponto de acordar , de saber e crer, que toda vida resume-se em poucas linhas. Sou passageiro do caos, embarco e sou levado até conseguir saltar para longe. Para se apegar a mim e levar meu colo até o próximo encontro. Passa muito longe daqui, se buscam o seu, eu prego o eu, nesse momento carregado de excessos – porque me calo - não quero levar a todos isso, outros conseguem sair ileso de si próprio, é uma benção, saúdo ainda é possível transgredir ao ponto de não sentir a si mesmo. Guio o levante ao encontro da minha propriedade, meus tormentos, minha ilusões, minhas agressões, meu espaço dentro do espaço, não agrido o seu, essa nulidade de viver é tudo que me mantém aqui dentro do seu espaço - agora nosso espaço.

Noite


O final esta distante, não reprimo mais nada, todo sentimento é bem vindo – a faca e o ópio - valores que não corrompem, enriquecem cada pensamento. Os danos são reversíveis, sou eternamente jovem, embarco nos meios mastros, sou levado aos cais, às vezes passo por tempestade, outras sou levado na brisa, sempre chego na terra pisoteada e dilacerada – algo no que acreditar.

Cadê meu veneno – na tragado do cigarro - entro em contradição ou me encontro?

Narrei a historia do dia 22/04/11

Alguma pessoa normal

Agora há o compromisso real com as palavras. Diferente do tempo de ginásio, quando a turma se encontrou.

Um professor e três alunos, únicos. O resto carregava os símbolos da juventude, não jovens, adultos deslocados no tempo infantil, obedeciam as normas, vestiam uniformes e equivaliam aos demais. Nós éramos os perdidos de sempre.

Separando nós, os idiotas e os convencidos restavam ela, a única pessoa normal. Era centrada sem ser chata, bonita sem ser demasiada, exigente mas justificada, perfeita mas não certinha. Eu sempre soube que de todos, ela passou a fase das duvidas e foi direto ao ponto, nada afetava ela, se comportava com delicadeza, fazia todo o planejamento daqueles dias ao acordar da cama, sem se perder no resto do dia. Sorria genuinamente feliz.

A turma era um fracasso, competia internamente e ainda era empurrada pelos outros, não se ouvia nada excitávamos os demais e depois acabava nossa bateria, éramos guardados com os brinquedos dos irmãos mais novos, éramos datadas, vencidos, não competimos com nada, observamos sem pensar. Fui feliz naquele tempo.

Fazíamos o favor de reverbar indiferença, fomos marcados. Todo professor conhecia o nosso grupo. Repleto de absurdos, questões que falavam a mesma que a deles , queriam nos irrigar, mas foi invalido, todos malditos precoces, sem poder e nada a perder, ecoávamos nos corredores vazios, aonde apenas professores andavam, não havia advertência para nós, inocentes que abriram o inferno, pensavam eles.

Lacramos nossa ilusão do tempo de ginásio e abraçamos a realidade. A turma, foi a parte, bem vindos a sala inferno, apresento aos professores, cada qual na sua especialidade. A falta de costuras sentimentais, foi disfarçada pelas figuras malditas que representávamos, cada um com sua decadência a flor da pele, o pior dos piores e todos com esse aspecto. Repugnantes, abrasivos e inofensivos. Quanto vale um pensar? No ginásio, nem havia moeda para pensamentos. Aparência e nota na media equivaliam a todos. Um resquício real da sociedade imaginaria que muitos acreditam.

Há pouco tempo falei com ela - a única pessoa normal que conheci - esta cursando medicina, estudando muito, sua característica. Esta além, desligou o mundo e conseguiu entender o próximo passo. Falei sobre o meu agora - eu sempre soube que você escrevia bem, mas apenas quando queria – dormi aliviado, não e todo dia que passo por normal.

17/04/11

*em revisão